Não morrerão.
E, por aquele seu último olhar, eu choro. Nada do que foi seu morrerá contigo, mas de que adiantam as praias, se não há você correndo para o mar? De que adianta toda brisa e vento do mar, se não há mais o seu cabelo pra dançar no ritmo deles? E as gotas que escorrem do para-brisas significam que até o céu chora por não ter você, pois de que serve o céu, lindo e azul, sem seus olhos, lindos e castanhos, aqui pra vê-los? Sei que o mar, a praia, o céu e todas as belezas do mundo não morrerão contigo, mas de que adianta todo o mundo, sem você vivendo nele? Isso é tudo o que o tempo, parado pela sua ausência, pergunta ao nada, pois de que adiantam as perguntas e respostas, se a unica certeza é a de que tudo permanecerá vivo, mas se o sentido e razão de tudo é você, sem você, de que vale esse tudo?