Há dias atrás o mundo , pra mim, era um poço, um buraco negro, algo assim. Ruim.
Andava cabisbaixo, meio sem rumo, com a mente vazia.
Meu quarto, que não é dos maiores, parecia gigante. No mesmo ritmo em que crescia meu quarto, crescia meu corpo e, então, minha alma se viu perdida dentro de mim mesmo.
Me joguei no mundo e no buraco que ele me oferecia, querendo retomar o controle do meu corpo ou perder de uma vez a alma. Então uma corda de esperança me trouxe de volta.
Voltei ao meu quarto e ele ainda era escuro, mas agora eu via, longe, uma luz. E foi pra onde corri.
Meu corpo continua grande, mas sei agora, que é o aperto de um abraço sincero o que devolverá a ele a forma em que cabe, justa, a minha alma.
Tentaram me convencer de que tudo isso era só ilusão e eu nunca encontraria essas coisas de verdade.
Mas prefiro acreditar no grito que ouvi de dentro de mim.
Nesse grito ouvi dizer que a corda que me trouxe de volta é a minha esperança oculta, na chegada de dias melhores.
Nesse grito ouvi dizer que a luz que eu via longe em meu quarto, era o brilho que havia em meus olhos e se perdeu com o tempo e as desilusões, mas agora queria voltar.
Nesse grito ouvi dizer que o abraço apertado que devolve forma ao meu corpo é o meu próprio abraço precisando suprir a ausência de um alguém pra abraçar.
Nesse grito ouvi dizer que não se deve levar em conta as vozes que tentarem lhe convencer a não brigar pelo que se acredita. O amor é maior que qualquer força externa que tentar te derrubar. É sentido único da vida.
Nesse grito ouvi dizer que aquela corda, aquele brilho, aquele abraço e aquela razão pra não ouvir as vozes externas, existem e estão por aí, encarnadas na obra mais perfeita de Deus. O ser humano.
Nesse grito ouvi dizer que poderia ser você.